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Entendendo a autossabotagem: o inimigo interno

A razão psicológica que explica porque atrapalhamos nossa própria felicidade e sucesso

A razão psicológica que explica porque atrapalhamos nossa própria felicidade e sucesso.


A autossabotagem não faz sentido.

Fazemos planos para o nosso futuro, mas quando precisamos agir para avançar, escolhemos seguir nosso próprio caminho – procrastinamos, nos tornamos extremamente autocríticos ou apresentamos desculpas.

Muitas pessoas querem desenvolver hábitos saudáveis, gerenciar seu tempo com prudência, economizar mais para o futuro e construir relacionamentos saudáveis, mas ficam aquém ou se perdem no meio do caminho. Isso acontece com muitos de nós. É a manifestação dessa frase comum “você é seu pior inimigo”.

Autossabotagem é quando parte de sua personalidade age em conflito com outras partes de sua personalidade – naqueles momentos em que você executa uma ação que impede intencionalmente seu progresso.

As pessoas raramente querem sabotar a si mesmas. Todos concordamos que não é uma decisão consciente bloquear o no nosso próprio caminho.

Então, por que isso acontece? Estudos correlacionaram comportamento de autossabotagem com autopreservação.

A autossabotagem tem muito a ver com o comportamento humano. Judy Ho, uma neuropsicóloga clínica e forense e Professora Associada de Psicologia da Universidade Pepperdine, argumenta que a propensão a cometer autossabotagem está embutida em nossa neurobiologia e embrenhada no nosso próprio ser.

Ela explica: “A fonte da autossabotagem faz parte de uma adaptação ancestral e evolutiva comum que permitiu nos perseverar como espécie em primeiro lugar. Para entender como a autossabotagem está ligada à nossa existência humana, precisamos dar uma olhada nos dois princípios simples que impulsionam nossa sobrevivência: obter recompensas e evitar ameaças.”

O cérebro humano está preparado para se apegar ao familiar e superestimar o risco. Somos atraídos pelo caminho familiar, confortável e simples ou fácil – mesmo quando uma opção diferente oferece uma vantagem clara.

Essa tendência, conhecida como heurística da familiaridade, nos leva a supervalorizar as coisas que sabemos e subestimar as que não são familiares.

Gay Hendricks, autor de “O Grande Salto: Conquiste Seu Medo Escondido e Leve a Vida ao Próximo Nível”, explica: “Cada um de nós possui um termostato interno que determina quanto amor, sucesso e criatividade nos permitimos desfrutar. Quando excedemos a configuração do termostato interno, geralmente fazemos algo para nos sabotar, fazendo com que voltemos à antiga e familiar zona em que nos sentimos seguros.”

Nós nos envolvemos em comportamentos que parecem nos ajudar a curto prazo, apenas para descobrir que eles atrapalham a vida que realmente queremos.

Geralmente desejamos os melhores resultados hoje, amanhã, mês que vem e ano que vem, mas temos a tendência de travarmos nosso próprio caminho.

Outro pequeno conceito chamado dissonância cognitiva é a razão pela qual você continua ‘atirando no seu próprio no pé’. Basicamente, o cérebro humano gosta de ser consistente. Geralmente, nossas ações estão alinhadas com nossas crenças e valores.

Mas quando isso não acontece, ficamos desconfortáveis e tentamos alinhá-los novamente. Isso produz um sentimento de desconforto mental, que leva a uma alteração em nossas atitudes, crenças ou comportamentos para reduzir o desconforto e restaurar o equilíbrio.

Para superar essa inconsistência, devemos lutar contra o nosso eu futuro – aquele que, no momento presente, escolherá se autossabotar.
 

Para superar a autossabotagem, aprenda a se descolar do seu pensamento

Quando se trata de autossabotagem, a melhor coisa que você pode fazer é entender de onde vêm esses sentimentos – e lutar contra a tendência de passar muito tempo argumentando com você mesmo contra a mudança (é aquela voz interna que não para de falar com a gente).

Aprenda a sintonizar essas desculpas e seguir em frente, não importando o quanto o seu eu atual lute contra o seu eu futuro.

Encontre algo tão importante que valha a pena enfrentar seus medos pré-históricos. E comece a agir agora, independente do que seu cérebro lhe disser.

Para superar seu medo de sair da zona de conforto, adote novas ideias, hábitos, experiências e atividades na maior quantidade possível de subetapas que você possa imaginar e comece a progredir a partir daí.

Escreva todas as etapas em um papel, se isso te ajudar. Priorize-as. Volte para o primeiro item da sua lista e encontre a menor ação possível para avançar em seus objetivos. Comece com pequenos passos. Concentre-se nas pequenas vitórias. A ideia é realizar até mesmo a menor ação em direção ao objetivo maior.

Ações que seu cérebro não verá como ameaças à sua sobrevivência. Se for um passo muito grande, seu cérebro que resiste fará com que você superestime o passo como uma ameaça – se colocando no caminho da autossabotagem.

Por exemplo, se você quiser escrever um livro, comece com 200 palavras por dia. Não julgue seu trabalho. Apenas escreva. Ernest Hemingway disse uma vez: “Escreva bêbado; edite sóbrio”.

Se você quiser se exercitar, comece com uma rotina de cinco minutos e desenvolva a partir daí, em vez de começar de cara fazendo meia hora ou uma hora de exercícios (algo que você provavelmente não será capaz de manter).

Se você tem medo de proximidade, intimidade ou rejeição em um relacionamento, supere isso adotando uma abordagem gradual – algo com que possa lidar. Dar pequenos passos em direção a uma maior proximidade pode ajudá-lo a pensar com mais clareza e a fazer melhores escolhas.

Use o mesmo mindset (a mesma mentalidade) ou abordagem para qualquer coisa que você queira iniciar. A escolha de ações, por menores que sejam, com plena consciência, incentivará bons hábitos e o impulso necessário para dar os primeiros passos.

Comprometa-se com um processo com o qual seu cérebro possa lidar, caso contrário você dará desculpas e sabotará a meta. Mesmo que sejam só 10 minutos por dia. E sempre que tropeçar, apenas volte e faça outra vez. É assim que o progresso acontece.

Você também pode usar a regra de 2 minutos para superar a procrastinação. De acordo com o guru da produtividade, James Clear, se uma tarefa leva menos de dois minutos para ser realizada, você deve executá-la imediatamente. Ele diz que você pode aplicar a regra dos dois minutos para começar algo novo – dessa forma, você não vai adiar. Muitas vezes, ele diz, você seguirá além dos 2 minutos previstos.

Um trabalho em andamento, não importa quão pequeno sejam os passos que você dê, o levarão a continuar trabalhando em seus objetivos. As pessoas que são bem-sucedidas em iniciar e manter grandes mudanças comportamentais geralmente o fazem através de mudanças graduais e passo a passo. É uma das melhores maneiras de bloquear os padrões de comportamento que impedem que você viva o melhor da sua vida.

Empreendedores de sucesso tem um padrão de pensamento que os permite desarmar seus mecanismos de autossabotagem. Descubra se você também tem esse padrão. Clique ou toque no botão abaixo e veja o vídeo.

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